Psicomotricidade e o Universo Simbólico

A Revista Acadêmica Online, com prazer, introduz o Projeto de Pesquisa intitulado “Psicomotricidade e o Universo Simbólico”, de lavratura do autor, Doutor Cleuber Cristiano de Sousa. Quanto à folha curricular, nosso autor- pesquisador é, conforme seu decurso profissional e acadêmico: Psicomotricista; Doutor e PHD em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Middletown Community College. Diretor do Centro de Saúde, Psicologia Clínica e Hospitalar e Psicanálise – CSPCH/NEEP, e Presidente Estadual da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática e Neurologia e Psiquiatria Infantil – ABMP/ABENEPI.

Iniciamos a apresentação com o seguinte trecho, servindo-nos das palavras do no autor:

“Os princípios do desenvolvimento humano se dão por etapas com especificidades e caraterísticas que definem de modo particular a periodização da evolução do ser. Para Gesell (1998),

o ciclo do desenvolvimento humano é contínuo. Todo crescimento assenta um crescimento anterior. O processo do desenvolvimento é, assim, um misto paradoxal de criação e perpetuação. (p. 27)”.

 

Esta, a síntese do estudo:

A ortodoxia dos estudos positivistas e estritamente comportamentais impôs uma dualidade entre corpo e mente autarquicamente mensurável nos polos psíquico e somato. A Psicomotricidade surge das relações entre as atividades psíquicas e motoras, de natureza transdisciplinar extrapolando suas atividades para a construção de realidades possíveis de serem alcançadas, de forma a acomodar os processos biológicos e mentais. Ao relacionar o campo das emoções (sistema límbico) e afetividade de um universo simbólico aos cinco subsistemas motores neurológicos (piramidal, extrapiramidal, medular, reticular e cerebelar), as representações simbólicas e as ideias se relacionam indissociavelmente às atividades motoras, que não são mais compreendidas como materialização do psiquismo. A orientação de uma integralidade de um sujeito imerso no autoconhecimento e autoavaliação envolvidos com a maximização dos relacionamentos sociais e comprometido com os objetos de sua psiquê permite que a transversalização do biológico, fisiológico e psíquico seja imanente ao corpo como mediação do ser. Assim, nos estudos da psicomotricidade o ato motor humano se integra às relações de mediação social do sujeito na sua realidade psíquica. Neste trabalho, empreendem-se esforços para apresentar esta realidade relacional, contribuindo para a consecução de resultados positivos no tocante às intervenções em psicomotricidade tanto nas instituições quanto nas clínicas.

 

Nota do Editor:

É cediço, por muitas tradições de pesquisa nas linhas mestras da: Psicologia do Desenvolvimento, a Psicologia da Aprendizagem, a Psicologia na Educação, bem como do pensamento Vigotskiano e Winnicottiano – [o primeiro confluindo no estudo concentrado no desenvolvimento infantil; o segundo na esteira da psicanálise britânica],  que a pessoa humana, longe de ser um sujeito consciente isolado, constitui-se de múltiplas inteligências propiciando o entendimento de que o corpo não é somente uma exteriorização da psiquê. Pelo contrário, o estudo abre à apreensão perspectivista de que a pessoa humana é um conjunto de combinações únicas, de múltiplas inteligências, na simultaneidade que contempla diferentes níveis, como o biológico, o social, o ambiente e demais fontes externas que escapam à nossa tentativa de definir o escopo infinito de cada uma de suas determinações.

A sequência desse estudo, em sua organização funcional e equilibrada, pode favorecer o potencial de derivas outras ao campo da Psicanálise, Psiquiatria e Educação. Em termos mais conceituais, o trabalho pode compulsar novas pertinências: Que outras variações são possíveis? Que experimentações podem nos surpreender?

Em sua, a audaciosa síntese pode detectar e nos induzir que a Psicomotricidade, em sua irrupção com outras ênfases, é a nota a ser tocada aqui, para se arrancar, à montante das temáticas de saúde mental, que é de outro modo que o início a cada experimentação do processo de desenvolvimento humano se dá.

Bem-haja ao autor pela reflexão proporcionada.

Paz e Bem!

Para leitura, na íntegra, em P.D.F, clique no link a seguir:

artcient277062020.pdf (614222)

 

 

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